Perguntas Frequentes

  1. Que carreiras pode um historiador da arte seguir?

O tema mais controverso em qualquer área de estudo das Humanidades trata sempre de possíveis carreiras. Não nos compete afirmar que o aluno de licenciatura em História da Arte encontrará mais ou menos oferta de emprego, apenas as possibilidades com se deparará no campo. Não diremos ainda que o percurso é fácil e não competitivo, pois seria mentir. Mas consideramos que, atendendo às questões sociais e económicas que hoje enfrentamos, a luta de qualquer pessoa por uma carreira na área que gosta é transversal a qualquer área de estudo.

As quatro mais evidentes carreiras são as de Professor, Investigador, Curador e Conservador. Não constituem áreas totalmente independentes umas das outras, na medida em que se interligam e complementam sempre nos seus aspectos essenciais. Estes são comummente considerados como “empregos de topo” de qualquer Historiador da Arte, o que não significa que sejam melhores em qualidade (ou remuneração), mas os mais evidentes.

Não assumimos, contudo, que estes sejam empregos de topo, assumindo que um Historiador da Arte se encontra em qualquer parte: ele pode seguir uma via mais voltada para a gestão patrimonial, para a Teórica da Arte, ou mesmo a organização de Eventos.

A mais comum carreira de se esperar, da parte da população geral, de um Historiador da arte trata de “trabalhar num museu”. Por abstracta que seja, a verdade é que um museu traz consigo várias funções: organização de eventos, inventário, curadoria, investigação, catalogação, visitas guiadas, gestão (financeira e de mecenato).

Existem ainda as Galerias e espaços privados como Fundações e Instituições, que abarcam, se não todas estas mesmas competências, muitas delas. De semelhante modo, as Associações de cariz cultural envolvem actividades que muitas vezes correspondem às competências de um Historiador da Arte. Este tipo de iniciativas engloba-se por vezes na área da Animação Socio-Cultural (que o licenciado em História da Arte poderá sempre prosseguir como via de especialização) com focos diferentes consoante os princípios estabelecidos pela Associação: por exemplo, iniciativas direccionadas para crianças, comunidade LGBTQ+, feminista ou pessoas com qualquer tipo de deficiência ou incapacidades psico-motoras.

Um campo ainda esquecido é o das leiloeiras, que abre espaço a marchands de arte e investigadores, sendo este mais vinculado à gestão. De igual modo, o coleccionismo privado apresenta-se como um campo em permanente estudo que a pouco e pouco se vem revelando à luz do olhar público que implica abordagens igualmente do foro da gestão, mas também do campo da investigação e da teoria, andando de braço dado com o campo do Mercado de Arte.

A área da conservadoria apresenta-se como um campo específico de estudo, mas que não deve ser descartado. Ainda que de forte componente científica a nível laboratorial, a Arte Contemporânea abre diariamente questões actualmente em debate acerca da conservação que se apresenta como um permanente trabalho em estudo. E de qualquer modo, se assim o aluno entender e tiver capacidades financeiras para isso, poderá sempre licenciar-se ou especializar-se em Conservação e Restauro por forma a complementar a sua aprendizagem teórica.

Por vezes, descartam-se pequenos empregos tidos como menores e fora da competência da História da Arte, o que consideramos errado. Um licenciado em História da Arte não tem que se sentir compelido a trabalhar directamente no meio ou a seguir as pisadas dos seus professores e formadores. A cada ano, nascem projectos e empresas novas da área do Turismo cujas competências correspondem directamente às de um Historiador da Arte. Por exemplo, um Historiador da Arte com carta será um óptimo guia no negócio dos Tuc-Tuc! É importante frisar que, por vezes, estes tipos de empregos requerem Licencia de Guia Intérprete, o que implica formações específicas ou a complementaridade do estudo na área do Turismo.

Existe ainda a vertente patrimonial que engloba questões como a Gestão de Património ou de Municípios. Estas funções devem ser tidas em conta no contexto nacional na medida em que diariamente, por todo Portugal, surgem iniciativas da parte das Câmaras e/ou Municípios que envolvem as competências de um Historiador da Arte.

Finalmente, não devemos prescindir da carreira baseada na escrita: jornalismo, crítico, investigador ou mesmo blogger.

  1. Os meus pais não querem que siga história da arte, que devo fazer?

Esta pergunta poderia ser formulada ao contrário: o meu filho quer seguir História da Arte, como lido com isso? Entendemos que a resposta serve para ambos.

É perfeitamente normal a demonstra deste tipo de preocupação da parte de um pai ou tutor legal perante o nosso futuro. Por vezes, estes deixam-se levar pela ideia pré-concebida pela sociedade de que o campo das Humanidades não traz futuro. Por isso, o que o jovem que procura seguir a sua área deve, em primeiro lugar, fazer é assegurar de que existe um futuro, por difícil que seja. E mais importante, demonstrar que existem inúmeras formas de aí chegar.

É importante traçar um plano, não um plano definitivo para toda a vida, mas um objectivo. A envolvência no meio será demonstra do crescente interesse: procurar informações acerca do curso, conversar com docentes da área, participar em colóquios e conferências, assistir a eventos, visitar museus, procurar aconselhamento de profissionais na Área. Será importante marcar presença nos Dias Abertos das universidades com os pais ou tutores legais para que estes tenham contacto directo igualmente com a instituição e os profissionais na área.

Uma licenciatura poderá ditar pesadamente o futuro, pelo que deve ser bem pensada da parte do jovem que a pretenda integrar. É importante que siga o seu gosto e não uma obrigação com o pensamento voltado unicamente para a remuneração. Mas é importante reter que mesmo esse gosto traz as suas dificuldades, e por isso, é importante, antes de mais, certificar-se de que ele existe face à área de estudos. Não consideramos que se trate de paixão, na medida em que estamos sempre a aprender e a descobrir novos gostos; o que é importante é saber conciliá-los.

Se as possibilidades financeiras assim o permitirem, não existe mal algum em experimentar outras áreas de uma vertente mais prática, por exemplos, cursos técnico-profissionais, workshops, formações menores. Não só permitirão ter um contacto directo com a prática de novos media como poderão futuramente vir a complementar as capacidades do Historiador da Arte.

A construção de currículo, além de fundamental para uma futura carreira, demonstram o claro interesse e consequente envolvimento do jovem que pretenda seguir História da Arte como licenciatura. Trabalhos de voluntariado, envolvimento em projectos, proverão ainda a possibilidade de observar a História da Arte “por dentro”.

A consulta de bibliografia, neste aspecto, poderá ser ainda um passo importante (sem a preocupação da sua qualidade; interessará, para já, aprender acerca da historiografia da arte). Permitirá ao interessado ter contacto com diversas áreas de estudo para que futuramente as possa escolher, modos de abordagem da arte, de estudo e análise e contacto com nomes do campo que poderão vir a ser úteis no entendimento de qualquer área que futuramente lhe interesse.

Se o desejo é o de prosseguir os estudos numa licenciatura em História da Arte, importará (de nosso conselho, seguindo estes passos) demonstrar não só interesse como envolvimento no meio. Subscrições a mailinglists de websites como o Instituto de História da Arte da FCSH ou da FLUL, a Associação Portuguesa de Historiadores da Arte e de Galeria e revistas online de notícias de arte proverão estas primeiras ferramentas que permitirão mover-se dentro do meio e ganhar conhecimento dos acontecimentos.

Consideramos, ao momento de ingresso na licenciatura em História da Arte, prematuro decidir imediatamente que carreira pretendemos. Ninguém é obrigado a saber o que quer assim que inicia uma licenciatura: ela é um mero veículo de aprendizagem que ensinará mais do que os programas impostos pelas diferentes cadeiras e áreas de estudos oferecidas, ensinará ainda o que fazer com essas aprendizagens, como se mover dentro desse meio, de que forma pode aplicar os seus conhecimentos no mundo real, os seus gostos e áreas de interesse. Será importante, mais para os pais ou tutores legais que para o aluno, reter que uma licenciatura é também uma área de descoberta de si mesmo e que é mais do que normal ingressar-se numa universidade sem saber o que se quer. Os professores proverão também as ferramentas necessárias para que o aluno o descubra por si próprio, e esse é caminho que deve ser percorrido livremente.

  1. Que devo esperar de um curso em História da Arte?

O mais importante a ter em conta perante um curso de História da Arte é o seu conteúdo pesadamente teórico. A componente prática da História da Arte varia consoante a especialidade, interesse, área de competências em questão, podendo abranger desde uma simples ida a um museu até contacto directo com obras para fim de análises.

Com efeito, essa componente teórica, de grandíssimo peso no curso, exige uma extensa bibliografia e trabalho bibliográfico. A tendência geral para as licenciaturas de História da Arte é que a componente prática seja um estágio curricular que envolva trabalhos e funções num espaço institucional, museu, etc.

Contudo, quando falamos de teórico e/ou bibliográfico, não nos restringimos a leituras. Um trabalho científico de pesquisa, um ensaio, uma dissertação – que predomina toda uma licenciatura em História da Arte – não se limita a leituras várias e debitação da informação de forma sumarizada num trabalho final. Ele envolve também o parecer do aluno e seu envolvimento crítico de acordo com os seus conhecimentos consolidados. Quer isto dizer que o trabalho com base nas extensas bibliografias da História da Arte implicam uma posição final assumida pelo aluno enquanto futuro Historiador da Arte.

É importante frisar que uma licenciatura em História da Arte ensina o aluno a ter conhecimentos extensos de arte nacional e internacional, a ter conhecimento – e respeito – pela bibliografia existente, e a formular por si próprio pensamento crítico. Com efeito, estes conhecimentos serão mais ou menos teóricos, no sentido em que o aluno se deparará com campos de estudo profundamente enraizados na Teoria da Arte e seu ramo da Crítica da Arte.

  1. Sinto que o curso de História da Arte não corresponde às minhas expectativas, o que devo fazer?

Duas opções se apresentam nesta situação: a primeira é desistir, a segunda é prosseguir e esperar futuramente complementar os estudos em História da Arte com outras áreas.

É perfeitamente compreensível a desistência. Por interesse que a pessoa possa nutrir pela História da Arte, não tem que nutrir o gosto pelos seus métodos e mecanismos. Nesse caso, poderá sempre manter-se a par da Arte de um modo distanciado e geral, mas seguindo uma vertente que lhe seja do interesse. A desistência de um curso assim que o aluno nele ingressa é bastante comum, regra geral fruto de uma pressão, seja por parte da sociedade, seja por parte dos pais ou tutores legais, que resultam de um engano ou de uma pressa em seguir o que é “imposto”. Desistir não significa parar, significa mudar o rumo, repensar o futuro, apostar em si mesmo.

Caso exista ainda dúvida sobre se pretende continuar ou não, é importante entender se é de seu interesse todas as aprendizagens que a História da Arte provê, se sente que terão utilidade ao seu futuro, se se vê minimamente envolvido na área. Se a resposta for sim, provavelmente se tratará de um aborrecimento de “não gosto nada desta matéria, quando é que chegamos ao século XX?”, por exemplo – também perfeitamente natural (e todos os licenciados em História da Arte o sentem a certo ponto!). Interessa ter em conta, contudo, a importância de que essas aprendizagens, por aborrecidas que sejam, têm para a aprendizagem da História da Arte num todo.

Uma maneira de olhar para estas matérias de outra forma é canalizá-las com outras áreas de interesse, uma coisa bastante comum a alunos mas interessados em Literatura que acabam por fazer ensaios e trabalhos de investigação que juntam ambos. Procurar um elemento da matéria que lhe interesse e juntá-la, de algum modo (e é quase sempre possível) com a investigação da arte é não só uma maneira de suscitar o interesse por essa época como uma maneira de aprender as suas áreas de interesse particular que poderão ser profundamente abordadas numa eventual especialização, caso pretenda seguir mestrado e/ou doutoramento.

Deste modo, poderá prosseguir na licenciatura suscitando pequenos interesses que trabalharão a motivação e que poderá, ao final desta, suscitar interesse em áreas que nunca imaginou possível de conciliar. O mestrado é sempre uma possibilidade de conjugar ambos.

  1. Gosto muito de arte, mas não me vejo a fazer nada no campo. Como devo escolher o meu curso?

O contacto com algumas metedologias será importante para tirar esta questão a limpo. Tal como referido no ponto 2., a presença em Dias Abertos, contactos com professores e profissionais da área, a leitura de obras e a presença em eventos, palestras, colóquios, exposições e museus serão meio caminho andado para tirar a limpo estas dúvidas.

Será ainda importante ter em conta as questões levantadas no ponto 1.

Importa colocar a si mesmo algumas questões: porque gosto de história da arte?, o que me interessa em particular na história da arte?, o que me motiva em história da arte?, o quê, na arte, é que me fascina/interessa?, que gosto mais de fazer?, que metodologias de trabalho me interessam mais e se adequam mais às minhas competências?

Tudo isto ajudará a compreender se se interessa por História da Arte o suficiente para lhe devotar três anos no mínimo de aprendizagem, pois esse é o ponto essencial. Muitas vezes, a ideia de que não nos imaginamos a fazer nada na área responde à limitação de pensamento a respeito das inúmeras possibilidades dentro do campo; outras, vem agregado à ideia de que um Historiador da Arte deve indubitavelmente trabalhar na sua área, o que é errado. Existem mil aplicações das aprendizagens acerca da História da Arte que não devem ser rebaixadas. Uma pessoa pode demonstrar interesse na História da Arte, licenciar-se e ser romancista – nunca podemos, nem cabe a ninguém, reduzir estas expectativas ou traçá-las como impossíveis, pois a única coisa que não podemos prever, é o futuro.

O empenho numa licenciatura de três anos, ou mais, com ou sem prosseguimento dos estudos, diz mais respeito a questões financeiras que “perda de tempo”, e por isso deve ser calculado com cuidado. Por outro lado, se for possível parar pelo tempo que for necessário para pensar sobre o assunto, é aconselhável que o faça. Consideramos este tipo de ponderação, comummente desprezado, importante, acima de tudo se assim for a decisão do interessado.

  1. Sinto que já tudo foi feito em História da Arte e que nada mais eu posso acrescentar ao estudo da História da Arte.

Uma das grandes lições que a História da Arte nos ensina é que nada é inventado nem surge do zero, tudo é resultado de uma evolução, pensamento e trabalho teórico que resultam em inovações com base em conhecimentos enraizados, precisamente, no tudo que já foi feito.

Contudo, nos tempos actuais, este é o argumento mais comummente utilizado de forma a reduzir as capacidades ou importância de determinadas áreas. A ideia de que tudo já foi feito, logo, nada podemos acrescentar.

É a maior mentira que se diz.

Passarei a citar uma professora: «A História da Arte é uma disciplina aberta, porque exige sempre novas formas de ver». Aby Warburg acreditava tanto que a História da Arte se trata de uma disciplina aberta e em perpétua interpretação que arrumava a sua biblioteca (hoje aberta ao público) consoante novas maneiras de ver que o próprio depreendia de seus estudos. E assim é por duas razões: a primeira é que o Historiador da Arte não se pode limitar a pensar no passado, a fixar-se numa área e esquecer toda a sua actualidade, e a segunda é que a Arte continua a ser feita, continua a ser construída e a evoluir.

Existe uma evidente razão para um aluno estudar, por exemplo, Ingres, que acredita estar mais do que estudado, com o mesmo empenho que estudaria um novo artista: a passagem do conhecimento. O problema da evolução do pensamento e as novas formas de ver é uma questão que se traduz com clareza em muita bibliografia; é comum o aluno ser alertado por professores para que tenha cuidado com determinada bibliografia por estar desactualizada. Não prescinde a sua importância, visto a historiografia da arte ser tão importante quanto a própria obra, e cabe sempre ao Historiador da Arte respeitar os trabalhos anteriormente feitos por outros Historiadores da Arte. Caberá a si, por exemplo, entender o porquê da desactualização dos trabalhos de Reynaldo dos Santos, mas nunca prescindir da sua extrema contribuição para a História da Arte portuguesa.

Uma coisa de que o aluno deverá estar consciente é das limitações sociais que por vezes são impostas sobre o estudo da arte. Para aqueles que se interessem num estudo da posição da mulher na arte, este campo permanece em profundo debate e análise constante por apenas recentemente se verificar uma re-interpretação de artistas femininas presas ainda, no decorrer dos tempos, a uma historiografia masculina. De igual modo, historiadores da arte voltados para uma vertente dos estudos queer encontrará um aceso debate face a artistas cujas orientações sexuais são trazidas à luz como novas formas de interpretação dos impactos da sua obra sobre a comunidade LGBTQ+. E o mesmo poderemos dizer de campos de estudo voltados para arte de minorias como etnias e raças várias enraizadas em contextos euro-cêntricos, arte judaica, arte popular, etc.

No contexto português esta questão torna-se particularmente importante na medida em que ainda se assiste a uma gradual libertação de valores impostos pelo Estado Novo, ambos por estudos que ainda percorrem as mãos dos alunos feitos à luz deste tempo e por ideias pré-concebidas que passaram para o imaginário popular sem a consciência das suas formulação (veja-se a mitologia dos Painéis de São Vicente). Existe ainda no nosso país uma tendência a agarrar a valores nacionais que, não tendo já as conotações do Estado Novo, por vezes reduzem a arte portuguesa a uma dicotomia, ou antes uma constante desavença, entre a “arte atrasada” ou a “arte isolada e única” – que, por vezes, acabam por se justificar mutuamente.

Por todas estas razões, e outras – autores ainda agarrados a conceitos desactualizados, estudos estagnados nos meados do século XX, ou pura e simplesmente o gosto pela re-interpretação e novas abordagens de obras já estudadas – a arte está em constante debate e aberta a novas leituras.

Além do mais, o aluno que tenha um verdadeiro gosto por um artista, seja ele Leonardo, seja ele Picasso, não se deve ver impedido de o estudar com determinação. A passagem do conhecimento para novas gerações é essencial à preservação do conhecimento e tanto deve o aluno ter isto em conta como motivação a estudar velhos mestres como para procurar, enquanto Historiador da Arte, entregar algo novo ou renovado à geração próxima.

Que esta questão não seja limitadora: sempre há qualquer coisa para fazer, e à medida que explorar a História da Arte e se envolver mais nela, o aluno acabará por entender que é mais que anteriormente esperava.

  1. Que competências me dá o curso de História da Arte?

– Capacidade crítica: a isto nos referimos não só à capacidade crítica enraizada nas questões teóricas ou em relação à própria bibliografia e/ou historiografia como o pleno direito de aluno discordar de uma entidade da área (uma questão que se liga ao já explicitado no ponto 6).

– Capacidade para falar em público: por incómodo que o seja para alguns, a verdade é que uma licenciatura em História da Arte envolve muitas apresentações orais, bem como uma forte vocação para vertentes direccionadas para o público. Não será uma via garantida como obrigatória no percurso profissional, mas de grande insistência durante a licenciatura como essa possibilidade.

– Capacidade de análise: não só em termos de imediata identificação de elementos, por exemplo, iconográficos numa obra de pintura (veja-se a arte medieval), como de identificação de intervenções posteriores numa obra arquitectónica. Não significando isto que o aluno deverá ser detentor de um aprofundado conhecimento deste elementos reconhecíveis, a si caberá apenas identificá-los com base numa aprendizagem cronológica e evolutiva da arte.

– Preparação base para escrita Académica: tratando-se de uma licenciatura que se baseia intensamente na capacidade de escrita, acima de tudo a académica, importa frisar que se trata este de um tipo de escrita específico e científico que segue regras próprias.

– Capacidade síntese e selecção: não será incomum o estudante deparar-se com inúmera bibliografia face a uma só obra, pelo que o percurso académico o ensinará a seleccionar aquilo que trará relevância para o objectivo do trabalho. É importante frisar a capacidade de síntese para aqueles que se interessem por publicações e/ou a participação em conferências.

– Entendimento das diferentes metodologias em História da Arte: existem diversas abordagens da arte que não se limitam apenas a uma análise, superficial ou aprofundada. Essas mesmas análises vêm de acordo com metodologias que correspondem a diferentes campos de estudo: formalista, sociológico, iconológico, iconográfico, além das abordagens teorizadas no século XX com base no pós-estruturalismo, marxismo, etc.

– Capacidade de pesquisa: em biblioteca, arquivo e suporte electrónico; na medida em que o aluno será capaz de utilizar as ferramentas dispostas pelo local de pesquisa para fazer selecção e consulta destas.

– Capacidade de definição de barreiras cronológicas: não bastará aprender que os séculos se enumeram acrescentando um ano aos primeiros dígitos. As barreiras cronológicas em História da Arte nãos e definem por números, mas por movimentos artísticos e eventos históricos.

 

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